Minha biografia e minha história com o tribal fusion.

                  Olá, eu sou a Luma Shakti, nome artístico que escolhi aos 12 anos por pura sintonia, meu nome de RG é Luany Palinca Santo André, porém, como artista, me vejo e me encontro em meu nome artístico, tenho 24 anos, sou professora de Dança, estudante de Educação Física, DJ, produtora musical eletrônica e também Terapeuta Holística.  

                  Minha história com a dança começou cedo. Iniciei meus primeiros passos na Dança do ventre e no ballet clássico assim que comecei a andar. Morávamos na capital, em São Paulo e minha mãe, Najla, era aluna de Dança do Ventre, fez aulas com grandes nomes como Najua, Lulu Sabongi, Ju Marconato, dentre outras. Minha tia, Fabiane, era bailarina de Ballet desde a infância e professora desde a adolescência. Tive as duas como minhas bases para o início na dança, ambas me levavam para as aulas, e eu desde pequenina já demonstrei muito amor e interesse pela dança. 

                  Eu era aquela criança que por qualquer motivo começava a dançar, sempre que minha mãe ligava a câmera, eu começava a dançar, uma mistura de Ballet e Dança do ventre. Eu brincava de palco, dançava em todas as minhas festinhas e aniversário e a primeira vez que subi em um palco eu tinha apenas 4 anos. 

                  Eu sempre digo que toda a minha experiência na dança, surgiu de experiências de verdade. Tendo minha mãe e minha tia como minhas principais mestras, e exemplos, pois elas até hoje coordenam grandes grupos, possuem didáticas que funcionam e preservam a saúde dos corpos de suas alunas. 

                  Quando eu tinha aproximadamente 9 anos, por um sonho antigo de meus pais, nos mudamos pra cidade de Araçatuba, interior de São Paulo, se localiza a quase 600kms de distância da capital. Lá, minha mãe começou a administrar suas aulas em uma pequena salinha nos fundos do comercio do meu pai. Na cidade, praticamente não havia professoras de Dança do Ventre, e as poucas que haviam, seguiam uma técnica e um estilo totalmente diferente do que havíamos aprendido em São Paulo.

                  Aos poucos, nós fomos crescendo com a dança e espalhando o nosso estilo pela cidade, conseguimos ampliar o nosso espaço e fizemos lindos festivais pela cidade. Eu continuei meus estudos na dança em academias de balela, onde eu fazia aulas de ballet, jazz e hip hop. 

                  Eu já era uma menina muito alternativa, eu me sentia a ovelha negra do ballet, pois era roqueira, só vestia preto e pulseiras de rebite, e pintava meus cabelos de cores malucas…

                  Quando eu tinha 12 anos, fomos a um mercado persa, onde eu encontrei na feirinha DVDS do estilo tribal, eu fiquei maluca só de ver as capas, e foi ai que tudo começou, eu comprei 4 DVDS, sendo um das Bellydance Superstar, outro da Rachel Brice, outro da Sharon Kihara e um de American Tribal Style. 

                  Eu literalmente me encontrei, nesse mesmo ano, eu estudei esses DVDS feito doida, e já fiz uma coreografia de Tribal Fusion no nosso festival, com uma técnica bastante limitada, porém cheia de encontro comigo mesma e paixão. 

                  O mais engraçado de tudo, é que ninguém sabia o que eu tava fazendo, foi muito difícil se encontrar em uma dança tão pouco conhecida no nosso país, muito menos no interior de São Paulo. Mas eu sempre fui perdidamente apaixonada pelo Tribal e isso fez com que eu jamais desistisse. 

                  Mesmo na capital, era difícil encontrar professoras, quem diria no interior, e eu com tão pouca idade, não teria como investir a esse ponto. E então, quando comecei dar aulas aos 13, eu pegava meu dinheirinho, e investia em aulas como Flamenco e Hiphop, pra me ajudar com as minhas fusões. Estudei os movimentos do American tribal style também, para conseguir emitir essas influencias em minha dança, e segui assim por muitos anos. 

                  Iniciei minhas aulas de yoga, aos 15, e essa foi uma revolução no meu tribal e na minha vida, pois mesmo sendo bailarina desde pequena, eu sempre tive um péssimo alongamento, que me deixava pra trás em minhas aulas de ballet. Eu decidi então, me dedicar única e exclusivamente pro Yoga, Dança do Ventre e principalmente ao Tribal. 

                  Eu não digo que sou uma auto didata, porque tive mestras desde minha infância, no Tribal, eu fui sim auto didata por muito tempo, pois pra mim era impossível encontrar professoras, quando eu decidi focar minha vida 100% na dança, isso também afetou minha vida financeira, pois eu larguei meus estágios e trabalhos, para ter tempo pra dançar e preparar meu corpo pra dança. 

                  Minhas pesquisas e estudos ficaram cada vez mais intensas, levei como base as aulas de vídeo da Rachel Brice para estudar o Yoga e anatomia do nosso corpo, também entender a biomecânica dos movimentos para que eu não sofresse lesões ao fazer os grandes cambrées e passos contraídos no Fusion. 

                  Hoje em dia, eu sempre digo, que o que te faz um profissional ou não, foi o tempo que você se dedicou pra estudar tal assunto, eu deixei simplesmente tudo que me afastou da dança, e preferi viver de forma financeiramente simples porem 100% focada no que eu amo. E aos poucos, fui obtendo retorno com tudo isso, hoje em dia acredito totalmente no meu futuro como bailarina e professora, tive grandes exemplos, tive muita dedicação e muito estudo. 

                  Eu poderia ter milhões de certificados, mas isso seria, pra mim, apenas um papel assinado, de um dia, ou algumas horas, e eu teria que trabalhar a semana toda em algo que não combina comigo para estudar por essas poucas horas e receber um certificado, eu optei por estudar todas essas horas, eu li livros, estudei anatomia, estudei o Yoga, estudei a dança, comprei vários DVDs, pelos quais eu conseguia repetir inúmeras vezes. Eu me filmava, me auto corrigia, filmava de novo, comparava meus movimentos aos movimentos das bailarinas que eu admiro. Estudei inglês, para entender os DVDS, me dediquei dia a dia. 

                  Decidi criar meu método de estudos e também de ensino, hoje estou cada dia mais feliz com a minha evolução na dança, consegui estudar com professores maravilhosos. Hoje estudo ATS com minha maior inspiração: Rebeca Pinero, através do DVD dela também me apaixonei pelo ATS e sempre me identifiquei pelo estilo dela.      

                  Pude estar no congresso tribal e estudar com mais de 20 profissionais da área, incluindo Mariana Quadros, Mari Garavello, Raissa Medeiros, Fahir Sayeg, Luy Romero, Cintia Vilanova, Mariana Maia, dentre outros professores que sempre admirei. Também tive o privilégio de estudar com a linda Joline Andrade, que sempre foi minha inspiração número 1 de Fusion no Brasil, e eu acompanhei o surgimento e o sucesso dessas bailarinas com minhas pesquisas e dedicação. Agora, cheguei em uma nova etapa da minha vida, onde me dedicarei ainda mais, e realizarei meu sonho de estudar com todas as mestras em que me inspirei.

                  Hoje, minhas principais fontes de inspiração no Brasil, é a Rebeca, Joline e Mariana Quadros. Porém todos esses profissionais me inspiram muito. Meu estilo foi se desenvolvendo de acordo com tudo que vivi, e sei que tenho um estilo particular assim como todos os bailarinos de tribal. 

Tenho orgulho imenso em dizer que serei professora no Congresso Tribal em 2020, isso mostra que todos meus esforços valeram a pena.

Conheça um pouco da minha timeline no tribal através dos videos abaixo: