Olá bellydancer.

Eu gostaria de te convidar para acompanhar aqui no blog a nossa jornada pela história do tribal. Será uma maratona de 4 semanas, que possuirá um conteúdo histórico pra você entender totalmente o que é e como surgiu essa dança.

Nós bailarinos de tribal sabemos o quanto ainda existe preconceitos dentro da dança do ventre com o nosso estilo de dança.

Até ouvimos por ai que o tribal é uma dança bagunçada, feia, exagerada e desajeitada. E dizem também que nossos figurinos não possuem elegância e brilho.

Se você alguma vez já acreditou nisso, eu te entendo, porém hoje estou aqui para te ajudar a mudar de opinião.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o tribal não é simplesmente misturar tudo, e muito diferente do que muitas e muitas pessoas pensam também, o tribal não é uma dança livre no quesito técnica.

Muito pelo contrário, o tribal é uma dança muito técnica e muito detalhada.

Diferentemente da dança do ventre, que por ser uma dança muito mais antiga, ainda deixou muitas perguntas e muitas duvidas de muita coisa, fazendo com que a dança se disseminasse de uma forma mais diversificada no quesito metodologia e técnica. Pessoas que fazem parte da criação do tribal ainda estão presentes nessa vida, inclusive, dando aulas e se apresentando.

Essas professoras são revolucionárias na dança, são mulheres que estudaram muito, durante muitos anos, com grandes mestras. Por conta justamente da técnica do tribal ser algo tão marcante e tão forte, chegaram a conclusão que o tribal era um estilo totalmente novo.

Essa conclusão se veio justamente por haver uma técnica diferente, e muito nítida por sinal, uma técnica bem sólida. Utilizando posturas diferentes, fortes e elegantes.

O tribal é algo muito diferente de uma dança “largada”, digamos ainda, que o controle corporal se faz muito mais presente. As posturas são firmes, fortes e desenhadas, os movimentos são isolados e trabalhados com muito controle muscular. A técnica é minimamente detalhada para que seja segura para o corpo e expressiva também.

Nossa origem é a mesma. Por isso eu não acredito que haja uma separação do mundo do tribal para o mundo da dança do ventre. Digamos assim, que o tribal não é dança do ventre, mas também não deixa de ser. Confuso né? Mas somos frutos dos mesmos berços. São danças irmãs!

Hoje dentro do tribal, temos diversos estilos de dança, por conta dessa diversidade, muitas informações erradas são transmitidas. Temos influências marcantes de outras danças e por isso, tanta confusão. Vamos entender só um pouquinho mais sobre o tribal? Vamos pensar como se fossemos uma árvore genealógica.

Dança Clássica Indiana + Dança do Ventre Folclórica + Flamenco

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American Tribal Style (ATS)

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Improvisation Tribal Style (ITS)

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Tribal Fusion

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Indian Fusion – Tribal Cabaret – Urban Tribal – dentre outros

O American Tribal Style é uma dança totalmente única. Com uma metodologia muito sólida e uma técnica muito especifica. Um estilo de improviso coordenado, com uma linguagem única, através de senhas e sinais corporais. As bailarina se comunicam em cena, de forma totalmente coordenada e improvisada. Além disso imperceptível aos olhos do público. As bailarinas se entendem no palco de forma fluente, fazendo com que a dança se pareça com uma coreografia. Mas na verdade, acaba por se tornar um “jogo” entre as bailarinas.

Uma postura marcante, construída pela inspiração nas danças flamencas e indianas além de uma forte influencia das danças folclóricas. O ATS resgata muita essência daquilo que hoje quase não vemos mais. Além de uma técnica profunda e detalhada, porém segura ao corpo, o ATS é algo prazeroso e totalmente divertido. Certamente quem já dançou ATS, se apaixonou pela delicia que é!

Essa dança remete a união, as bailarinas dependem umas das outras para que todo o conjunto seja admirado e componha a apresentação. Quanto mais o grupo cresce, mais cada bailarina cresce. O ATS é o simbolo perfeito do que seria a união de uma tribo, remete toda a alegria dos antigos povos ao dançar. O repertório rápido por exemplo, é uma comemoração em dança.

Além disso, o ATS remete a força, delicadeza e acima de tudo, respeito. As mulheres com uma postura firme, decididas, empoderadas, unidas e totalmente independentes. O ATS remete a mulher como algo a ser admirado, porém respeitado.

Para dançar ATS é necessário seguir todinhas as regras que existem dentro da dança, justamente para que a magia do improviso aconteça mesmo entre bailarinas que nunca ensaiaram juntas. Mas digamos que muitas das estudantes do estilo, também gostavam de liberdade. E por isso outros estilos foram se disseminando. O improvisation tribal style (ITS) é um estilo que segue a ideia de improviso coordenado, passos e posturas, porém que cria os seus próprios combos de uma forma mais livre.

Já o Tribal Fusion, que é a paixão da minha vida antes do ATS, é um estilo mais “livre” ainda nesse quesito. Nesse estilo as bailarinas também podem dançar solos e partem para algo mais semelhante a dança do ventre, com movimentos mais variados.

Misteriosa: O tribal fusion pegou como característica ser uma dança muito hipnotizante e muito forte aos outros de quem vê. Delicada, suave, hipnótica, mas ao mesmo tempo forte, ampla e muito técnica.

Com forte influência de danças folclóricas e modernas, hoje vejo o tribal fusion como um resgate daquela essência cultural, da riqueza cultural e da diversidade cultural que existia antigamente. Eu sempre digo que muitas das pessoas que dizem que não gostam de tribal, certamente não viram o suficiente.

Hoje vejo o tribal também como um resgate do poder pessoal de quem dança, pois você pode colocar sua personalidade e seguir temas diferenciados em suas apresentações, você pode realmente se expressar.

A técnica se manteve mais sólida e detalhada, porém dessa vez com mais influência de outras danças, fazendo com que seja possível a bailarina colocar movimentos de outros estilos de dança de uma forma mais “livre”.

Ou seja, se você viu um ou dois vídeos de tribal fusion, você certamente não faz nem ideia do que pode ser o tribal fusion. Essa expressão artística pode ir muito longe, fazendo com que a criatividade da bailarina tenha um espaço particular para brilhar. A diversidade é absurdamente grande!

A dança inclusive passou a ser associada ao autoconhecimento, ao sagrado feminino e a meditação. Justamente por ser algo mais introspectivo, dependendo da interpretação da bailarina. A dança tribal pode remeter todo aquele poder interior que colocamos pra fora ao dançar.

Na dança do ventre moderna, hoje em dia, quase não vemos mais danças introspectivas e misteriosas, como eram a dança com os 7 véus, dança com punhais, enfim, eu acredito que o tribal resgate muito dessa essência. E dentro dele, e da dança do ventre, juntos, você pode atingir níveis mais profundos de interpretação.

Através do tribal fusion, você pode atingir desafios diferenciados para o seu corpo, para sua coordenação, sua força muscular e também para sua mente. Além de com certeza receber uma dose de transformação postural e de consciência corporal.

Sensualidade, mistério, força, delicadeza, expressão, tudo na mesma dança. O Tribal Fusion pode atingir níveis profundos de interpretação e através dessa dança, você fica de frente com a personalidade de cada bailarino.

Você pode escolher fazer um tribal fusion mais trabalhado no folclore árabe. Você pode escolher fazer um tribal fusion mais trabalhado nas danças indianas. Você pode escolher fazer um tribal fusion mais trabalhado no flamenco e danças ciganas. Você pode escolher fazer um tribal fusion com nuances de danças clássicas, como por exemplo o ballet. Você pode escolher fazer um tribal fusion mais introspectivo, ou mais alegre.

Você pode até mesmo escolher fazer um tribal fusion com muita dança do ventre. Com danças urbanas…. Enfim, tudo vai depender da sua personalidade, do seu momento e da sua criatividade.

Muitas descobertas em sua personalidade e muito autoconhecimento pode surgir dai. Por isso vale a pena conhecer e se aprofundar em uma dança tão rica de história, de influências, de culturas e de técnica!

Vale a pena mudar de opinião e abrir o coração. O Tribal está crescendo muito e tende a crescer cada vez mais. Podemos fazer parte disso tudo desde já.

Agora eu vou te dar 10 motivos para aprender a dançar tribal além de tudo isso!!!! 

1- Através do tribal, e de qualquer dança, você pode sim se conectar com sua essência. Pois se você buscou dançar, isso faz parte de quem você é! 

2- Você também pode descobrir a identidade da sua alma. Sua personalidade sempre vai te puxar para algum lado.

3-Através do tribal, você terá um contato mais profundo com seu corpo, te possibilitando uma mudança no seu estilo de vida e no modo como você se vê.

4-Eleva a auto estima

5-Aflora o poder pessoal

6-Trabalha todos os músculos do corpo de forma intensa. Trazendo força, tônus, definição e também alongamento.

7- Fortalece abdome e lombar.

8- Gera mais felicidade, libera serotonina

9- Te desafia!

10- É uma dança que nos proporciona liberdade de expressão!


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